sexta-feira, 25 de maio de 2007

Um bixo no Regiocom

Relatos do meu primeiro evento como estudante de Comunicação

terça-feira, 22 de maio

Estava eu, tranqüilo, ouvindo rádio no ônibus a caminho da Universidade. A emissora que eu estava escutando devia estar meio chata, então eu fui mudando e parei na Rádio Universitária da UFC. Lá estava o professor Edgard Patrício, coordenador do Regiocom 2007, falando sobre o colóquio no programa Jornal da Educação. Fiquei interessado pelo evento, que já sabia que iria ocorrer aqui em Fortaleza. Cheguei na UFC e fui fazer minha inscrição no mesmo dia, um antes do início do evento.


quarta-feira, 23 de maio

Cheguei relativamente cedo na FA7. Logo no credenciamento, um problema: o meu nome não constava da lista de inscritos, mas tudo foi resolvido em algum tempo... Já com crachá no pescoço e bolsa na mão, pego o elevador rumo ao quinto andar. Quando chego na sala da oficina em que me inscrevi (fotografia etnográfica), recebi a notícia de que o orientador não compareceria e que, então, eu poderia participar de qualquer outra oficina. Pensei em fazer as de rádio, mas estavam abarrotadas, então decidi arriscar na de comunicação corporativa em rede, ministrada pela Emanuelle Lobo, do UNICEF, que discutiu o programa do Selo Município Aprovado. Foi bem interessante a discussão sobre os avanços sociais que o Selo conseguiu fomentar no semi-árido brasileiro. Também gostei do momento em que nós tivemos que pensar em sugestões de temas e inovações que poderiam ser utilizados na próxima edição do projeto, a de 2009/2010.
À tarde eu participei de uma gambiarra que fizeram com a oficina de fotografia: o professor Jari Vieira apresentou a diferença entre fotografia artística, jornalística e etnográfica, exemplificando com três ensaios que fez em Juazeiro do Norte, em 2001, que se encaixam em cada uma das categorias.
À noite ocorreu a palestra da lenda maior do jornalismo cearense, Adísia Sá ["pra quê esse alisado todo?"]. No caminho do auditório encontrei a Débora (mãe do Yuri), quem me acompanhou durante o resto do evento junto do Alan e da Lucíola. Ela falou sobre o domínio da mídia nordestina por grupos políticos que têm desde o poder da terra ao poder do voto. Ela realemente é muito foda! Depois, os três convidados estrangeiros comentaram a fala da Adísia, mas não vi porque tive que ir embora. Também perdi o coquetel, que tinha pães amarelos, rosa e azuis.


quinta-feira, 24 de maio


Nesse dia começaram os painéis temáticos, mas as discussões fogem do tema e vão ficando monótonas, chatas mesmo. No primeiro painel, Regionalização midiática e cultura, o Gilmar de Carvalho foi substituído pelo professor Casemiro Neto, que simplesmente leu o seu discurso inteiro. Não deu pra agüentar! Saímos do painel e ficamos lá fora, onde a mesa do lanche (!) estava montada. Uma das cenas mais horríveis do Regiocom foi justamente ver uma bandeja cheia de croisants desaparecer em cinco segundo, se muito. Não sei de onde surgiram tantas mãos.
Depois de comer, decidimos não assistir o outro painel, fomos (eu, Débora [3J], Alan [3J] e Lucíola [5J]) procurar o "ventinho da FA7" para descansar até a hora dos grupos de trabalho (GTs). Voltamos ao teatro, onde estava acontecendo o painel, quando a última pergunta estava sendo respondida por uma mulher que parecia a Ruth Lemos falando.
Entre o painel e o GT, chegou a Gabriela Lima, que também é do primeiro semestre; ou seja, meu reinado como único bixo do Regiocom estava acabado...
Depois, fui para a sala 53B, onde seriam apresentados trabalhos de iniciação científica e pesquisa sobre mídia digital num grupo mediado pelo Elian, lá da UFC. Olha só o paradoxo: havia um projetor disponível mas faltou um computador para essa oficina. A estudante da PUC/MG Pollyana Pinheiro expôs, sem datashow mesmo, um artigo dela intitulado A utilização das Lan Houses na formação de uma nova sociabilidade dentro e fora do ciberespaço, que fala sobre o impacto da proliferação de Lan Houses no Brasil, que está promovendo a inclusão digital de segmentos de baixa renda.
Após a Pollyana apresentar seu trabalho e ir embora, porque precisava embarcar de volta para casa, nós (eu, Elian, Andrielle [RN] e Shâmala [RN]) continuamos discutindo um pouco sobre as mídias digitais, nossa dependência delas e a baixa participação do Brasil na construção da internet.

sexta-feira, 25 de maio

Último dia de Regiocom. Cheguei pensando que estava atrasado, mas não havia chegado ninguém. O painel do dia não foi tão ruim, mas ocorreu a maior tosquice da informática que já vi: a apresentação da professora Anamaria Fadul, da Metodista/SP, não foi feita no Powerpoint, mas no WORD (!). Eu sei, é inacreditável, mas foi assim. Ela dizia pro operador do computador: "pode descer, meu bem!" Sem contar que ela só falou de coisas óbvias sobre a dominação política sobre os meios de comunicação nodestinos e dados de circulação de jornais e revistas. E ela ainda não sabia usar o laser: apontava ele direto no número que queria destacar, em vez de apontar para perto; assim, não dava pra ler os dados.
Depois do painel, lanche de novo. A cena, pior ainda que quinta. Como estava ocorrendo paralelamente a Feira das Profissões lá do Sete, eles puseram as mesas das guloseimas na porta do auditório, num lugar bem apertadinho. Os croisants duraram menos ainda.
Depois da merenda, eu fiquei rodando pela Feira das Profissões com o Gabriel até a hora dos GTs, mas isso não é assunto pra este texto.
De volta ao GT do Elian, vi a apresentação de um trabalho sobre o site do bairro Ellery que achei muito interessante, pois mexe com a auto-estima e a autovisão do bairro. Também houve uma apresentação que eu achei muito interessante que foi mais relacionada à parte teórica das mídias digitais e o impacto que elas têm sobre a comunicação.
Depois desse GT, eu fui só pegar meu certificado e vim embora, mas ainda iria ocorrer uma plenária da rede Regiocom e a cerimônia de encerramento, mas vai terminar tarde e eu decidi vir mais cedo porque ando de ônibus.
Bem, foi isso. Eu decidi não escrever mais porque já está beeeeeeeem grande.

7 commentários:

Neves disse...

Acho que valeu a pena passar uma hora e meia escrevendo isso aí...

Jul!o disse...

Será que eu vou passar por essas peeripercias todas nos meus primeir5os eventos...?

ESPERO QUE SIM!!!!!!!!!!!!!

Neves disse...

Dando uma olhada no texto pronto, ele não parece tão grande...

Gabriella disse...

sua cronica tá ótima.. ahuehauieuiae
até me fez rir!!!!
e imaginar voce *risada interna* lá no meio dos veteranos, vendo a comida ser carregada!!!!

Neves disse...

Esqueci de falar da minha atuação involuntária como sósia do Ricardo Jorge.

Lucíola disse...

O mais paia mesmo foi o lance dos croisants. Só ficava na mesa aquelas tapiocas duras. Uma tristeza.

Yuri Leonardo disse...

Belo trabalho, Neves... Já tamo vendo quem da turma vai ser chamado pra cobrir os eventos :D

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